sábado, 16 de julho de 2016
Viagem a Paraty
Do dia 29 de junho a 03 de julho, minha filha Andréa e eu, visitamos
PARATY
Paraty é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro.
Localizado no litoral sul do estado. Dista 258 quilômetros da capital, a cidade
do Rio de Janeiro. Em 1667, teve decretada sua
emancipação política.
Junto ao oceano, entre dois rios,
Paraty está a uma altitude média de apenas cinco metros. A cidade foi, durante
o período colonial brasileiro (1530-1815), o mais importante porto
exportador de ouro do Brasil.
Por estar localizada quase ao nível do
mar, a cidade foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado,
muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré.
O longo processo de estagnação vivido
por Paraty ao longo do século XX manteve, paradoxalmente, o casario colonial,
conservado no conjunto conhecido como Centro Histórico, tornando a cidade um dos destinos
turísticos mais procurados do país.
Pelas ruas de pedra irregular, circulam, a pé – a entrada de veículos é
proibida na maior parte do Centro Histórico - turistas do mundo inteiro,
atraídos pela beleza da arquitetura típica do Brasil Colônia. O conjunto colonial de Paraty está repleto de histórias
interessantes: atribui-se à maçonaria o desenho das ruas, enquanto a disposição
dos prédios teria sido feita de modo a facilitar a defesa da cidade de ataques
piratas. Além dessas curiosidades, o Centro Histórico apresenta atrações incríveis, como a Casa da Cultura,
a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, de 1873, a Igreja de Santa Rita,
de 1722, e o Antigo Paço
Municipal, do século 18, que foi restaurado e hoje abriga a Pinacoteca da cidade.
No
entanto, Paraty é muito mais que apenas uma pequena cidade histórica. Costeada
por montanhas cobertas do denso verde da mata atlântica, a cidade é rodeada de
Parques e Reservas Ecológicas, fazendo da região uma das mais preservadas do
Brasil.
Aldeias guaranis de
Araponga e Paratimirim - se localizam nos arredores da cidade. Para sua
visitação, é necessária uma autorização no posto da Fundação Nacional do Índio que
se localiza nessas aldeias.
Vários
eventos culturais têm Paraty como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a
Festa Literária Internacional de Parati (FLIP).
Realizada
desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros
que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas
armadas nas ruas. A cada ano, um grande escritor já morto, é homenageado. Além
da FLIP, muitos outros eventos culturais, folclóricos e religiosos, são
realizados em Paraty.
Marina
Lima Leal
Fonte:
Google e entrevista com moradores, em visita à cidade
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Greve do Magistério, 2016
TERMINA A GREVE DO MAGISTÉRIO ESTADUAL
Em Assembleia Geral realizada na última 5ª feira,
dia 07 de julho, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, professores e funcionários
de escola, através de sua instância máxima, decidiram pelo término
da greve, que foi a mais longa dos últimos 25 anos. Foram 54 dias.
Com os salários
congelados desde o início do governo Sartori, em 2015, há meses recebendo
parcelado e com a chegada à Assembleia Legislativa da Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), sem qualquer aceno
de reajuste salarial para o próximo ano, a categoria decidiu em Assembleia
Geral, no dia 13 de maio último, entrar em greve.
Esta greve teve uma
característica diferente das demais. As ocupações que os estudantes realizaram
em quase 200 escolas foram sem dúvida,
um reforço à greve do magistério.
Helenir Aguiar Schürer,
presidente do CPERS/Sindicato chegou a
afirmar: “O grande ganho desta greve foi que no Rio Grande do Sul, professor e
funcionário não lutam mais sozinhos pela escola pública. Temos pais e alunos
que foram sujeitos nesta greve. Criamos um elo muito forte”.
A paralisação chega ao
fim sem a sinalização de qualquer ganho salarial, mas algumas conquistas foram
conseguidas, como a revogação do projeto, que estabelece a revisão dos
critérios para a concessão da gratificação de difícil acesso, o que significa
que nenhum professor terá redução no seu já minguado salário. Acreditamos
porém, que o maior ganho tenha sido as
ocupações das escolas pelos estudantes, o que expressa que ganharam em consciência, quando perceberam
que tinham de lutar por melhores condições em suas escolas. Que têm direito a
uma escola pública de qualidade.
Terminada a greve o
CPERS/Sindicato, orientou seus 42 Núcleos para que, a
partir da Lei de Gestão Democrática, iniciem a organização do calendário de
recuperação dos dias letivos e das horas aulas, que devem ser aprovados pelos
Conselhos Escolares e encaminhados às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs).
Lembramos que os Conselhos Escolares são compostos por pais, professores, funcionários
de escola e alunos, portanto, por toda
a comunidade escolar, que é quem mais conhece a real situação de cada estabelecimento de ensino.
Após uma greve se revela uma grande preocupação com a recuperação das aulas, o que é justo. Porém, não há a mesma preocupação, quando há falta de professores em muitas disciplinas nas escolas do Estado, às vezes por um grande período do ano letivo.
Após uma greve se revela uma grande preocupação com a recuperação das aulas, o que é justo. Porém, não há a mesma preocupação, quando há falta de professores em muitas disciplinas nas escolas do Estado, às vezes por um grande período do ano letivo.
A greve é um instrumento legítimo de luta dos trabalhadores, porém os educadores
não teriam a ela recorrido, se seus direitos fossem respeitados e recebessem um
salário digno.
O Piso Salarial Nacional, apesar de não
ser uma grande remuneração, foi aplaudido pelos professores, que lutaram por
ele por mais de 20 anos. A Lei existe desde julho de 2007, por iniciativa do
presidente Lula, mas não é cumprida pela maioria dos estados e municípios. A
determinação legal é importante, mas é necessário que seja cumprida. Não pode
existir somente no papel.
Profa.
Marina Lima Leal, julho de 2016
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