sexta-feira, 6 de abril de 2012

Blowin in the wind, música de Bob Dylan

Esta foi uma das canções mais emblemáticas dos anos 60. A letra levanta uma série de questões filosóficas sobre a paz, a guerra, a compaixão, a liberdade.

Blowin in the wind, música de Bob Dylan

Blowin' In The Wind

How many roads must a man walk down
Before you can call him a man?
How many seas must a white dove sail
Before she can sleep in the sand?
Yes and how many times must cannonballs fly
Before they're forever banned?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Yes and how many years can a mountain exist
Before it's washed to the seas (sea)
Yes and how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes and how many times must a man turn his head
Pretend that he just don't see?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Yeah and how many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind?

Soprando Ao Vento

Quantas estradas um homem precisará andar
Antes que possam chamá-lo de homem?
Quantos mares uma pomba branca precisará sobrevoar
Antes que ela possa dormir na areia?
Sim, e quantas balas de canhão precisarão voar
Até serem para sempre banidas?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento
A resposta está soprando ao vento

Sim, e quantos anos uma montanha pode existir
Antes que ela seja dissolvida pelo mar?
Sim, e quantos anos algumas pessoas podem existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim, e quantas vezes um homem pode virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não vê?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento
A resposta está soprando ao vento

Sim, e quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Antes que ele possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter
Antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas demais morreram?
A resposta, meu amigo, está soprando ao vento
A resposta está soprando ao vento


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Guerra Fria

Minha geração também conviveu com a Guerra Fria, que foi o período onde o mundo se dividiu em dois blocos: capitalista liderado pelos EUA (Estados Unidos da América) e socialista liderado pela URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ou simplesmente União Soviética), território que hoje é da Rússia e Europa Oriental.
A guerra fria teve início após o término da II Guerra Mundial e se constituiu na verdade, numa guerra político-ideológica. Ninguém queria luta armada, pois as grandes potências (URSS e EUA), caso entrassem em guerra, teriam capacidade para acabar com o mundo, através das armas atômicas, que possuíam. Vivia-se preocupado, com a possível III Guerra Mundial.
Ao mesmo tempo em que não queriam guerra, ambos os lados lutavam, um para o avanço socialista e o outro para o fim do socialismo e domínio capitalista, desenvolvendo o que se convencionou chamar de ”corrida armamentista”.
O grande símbolo da guerra fria foi o muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em Oriental e Ocidental.Aquela socialista, esta capitalista.
 Apesar de não ter havido um embate militar declarado e direto entre os EUA e a URSS, ambos os blocos acabaram alimentando conflitos em outros países, como a Coréia e o Vietnã, onde morreram milhares de jovens soldados.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Figuras importantes da MPB

Edu Lobo, também autor do premiado "Ponteio"

Figuras importantes da MPB

A gaúcha Elis Regina interpretando "Arrastão" de Edu Lobo e Vinicius de Moraes num dos festivais de MPB.

Figuras importantes da MPB

"A Banda" de Chico Buarque, interpretada por ele e Nara Leão obteve a mesma classificação de Disparada de Geraldo Vandré e Théo de Barros interpretada por Jair Rodrigues. Ficaram em primeiro lugar. Na foto, o abraço dos campeões.

A Música Popular Brasileira

Nas décadas de 1960 e 1970 o Brasil vivia uma ditadura militar, que mantinha o controle em vários aspectos da vida social brasileira, principalmente na área da cultura (música, teatro, cinema e literatura). Apesar de toda vigilância, repressão e perseguição dos agentes do DOPS, em todas as áreas ligadas a cultura, surgiram formas de protestos contra o regime militar. Na música, em especial, surgiram canções de cunho social e de protestos, que chegaram a uma grande parcela da população, devido principalmente, a participação desses músicos e dessas canções nos grandes festivais. Esses eram realizados principalmente na cidade de São Paulo, sendo transmitidos a várias regiões do país, atingindo elevada audiência. Devido a grande participação do público passaram a ser sistematicamente vigiados pelos agentes DOPS, como passíveis de subversão contra a moral e o sistema nacional.
A televisão começou a se popularizar em meados da década de 1960, e passou a transmitir os festivais. Nesta época, a TV Record organizou o Festival de Música Popular Brasileira, que passou a ocorrer anualmente, de 1966 a 1969. Nestes festivais foram lançados Milton Nascimento, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Geraldo Vandré, Tom Zé além de  outros, isto sem falar dos mestres mais velhos, que a todos influenciaram como Tom Jobim e João Gilberto, considerados papas da Bossa Nova.
Um dos ícones musicais da época foi Geraldo Vandré, autor de “Caminhando”, que Millôr Fernandes considerou como a nossa Marselhesa e que se transformou no hino da resistência – “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”
A Bossa-nova, já encontrava em si mesma duas vertentes, a romântica e a engajada, que foi o ponto de partida para inclinações bastante diferentes. É o que observamos nas tendências musicais que se sucederam, como a Jovem Guarda e a Tropicália.
O tropicalismo teve uma grande influência da cultura pop brasileira e internacional e de correntes de vanguarda como, por exemplo, o concretismo. O tropicalismo inovou também em possibilitar um sincretismo entre vários estilos musicais como, por exemplo, rock, bossa nova, baião, samba, bolero, entre outros.
O movimento tropicalista não tinha como objetivo principal utilizar a música como “arma” de combate político à ditadura militar que vigorava no Brasil. Por este motivo, foi muito criticado por aqueles que defendiam as músicas de protesto. Os tropicalistas acreditavam, que a inovação estética musical, já era uma forma revolucionária.

Uma outra crítica que os tropicalistas receberam foi o uso de guitarras elétricas em suas músicas. Muitos músicos tradicionais e nacionalistas acreditavam que, esta era uma forte influência da cultura pop-rock americana e que prejudicava a música brasileira, denotando uma influência estrangeira não positiva.
Os principais representantes do Tropicalismo foram:
Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé, Jorge Bem, Gal Costa e Maria Bethânia.         

O rock brasileiro passou a ter, com a Jovem Guarda, a adesão em massa da juventude no Brasil dos anos 60. Consagraram-se nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos (“o Tremendão”), além de intérpretes como Wanderléia, Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Rosemary, Jerry Adriani e Sérgio Reis (que mais tarde mudaria radicalmente de estilo, voltando-se para o estilo sertanejo). A origem das bandas brasileiras de rock tem como representantes, Os Incríveis e Renato e seus Blue Caps.
Em poucos momentos de sua história, a música popular brasileira reuniu talentos tão extraordinários quanto na década de 1960, em especial nos anos 67 e 68. Alguns dos nossos melhores compositores, ainda atuais, surgiram ou se formaram naquele período.