domingo, 11 de março de 2012

Foto da Formatura na UFRGS

Foto do momento do juramento, quando todos nos colocávamos de frente para a mesa das autoridades.

Foto da Formatura na UFRGS

Foto tirada por ocasião da cerimônia de nossa Formatura. Observe-se que recebíamos o diploma ao mesmo tempo.

A Formatura

Cursei Ciências Sociais na antiga Faculdade de Filosofia de 1965 a 1968. Nossa Formatura, no entanto, ocorreu em março de 1969. Como causa deste atraso na data é possível citar o AI 5 editado no final de 2008 e o receio que as autoridades educacionais tinham dos discursos dos oradores das diversas turmas. Poderiam ter um tom "subversivo" e a Universidade corria o risco de ser responsabilizada.
Lembro-me que foi uma cerimônia simples, no Salão de Atos da UFRGS, envolvendo diversos cursos ao mesmo tempo. Não lembro se houve discurso de orador.
 Não dávamos muita importância às cerimônias de Formatura, que classificávamos como um acontecimento pequeno- burguês.
 Nem todos os colegas de nossa turma, concluíram juntos o Curso: nós concluímos a Licenciatura, alguns foram para o Bacharelado e outros tiveram que repetir uma ou outra cadeira, atrasando o final do Curso.
Este é prédio da Colônia de Férias da UFRGS, na Avenida da Igreja,em Tramandaí, onde tive oportunidade de veranear.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Texto que escrevi em 2008, em comemoração aos 40 anos do ano de 1968

O MOVIMENTO ESTUDANTIL EM 1968
        O ano de 1968 foi marcado por muitos acontecimentos, em diversas partes do mundo.
Para citar, apenas alguns: a "Primavera de Praga", as "Barricadas de Paris" e o Ato Institucional nº 05 no Brasil, se constituem em marcas de 1968 na História.
     Na época vivíamos em plena ditadura militar e os movimentos estudantis pipocavam em diversas capitais brasileiras. Protestavam principalmente contra a ditadura, a reforma universitária, os acordos MEC-USAID e pela qualidade do ensino. As manifestações eram dissolvidas por cassetetes, patas de cavalo e gás lacrimogênio.
     As passeatas, em Porto Alegre, eram menores e menos frequentes que as do Rio de Janeiro e tinham como ponto de partida a Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que ficava ao lado do prédio da Reitoria.
     Lembro-me muito bem, pois naquele ano, eu frequentava o 4° ano do Curso de Ciências Sociais na UFRGS, que  mal saíamos do prédio da Filosofia, ao chegar à avenida Osvaldo Aranha, já surgia a polícia militar com seus cavalos, cassetetes e gás lacrimogênio, o que nos obrigava a retornar.  Algumas vezes, porém, a polícia era desafiada e a passeata conseguia ir até o centro da capital, onde aconteciam pronunciamentos relâmpagos; muitas lideranças eram presas nestas ocasiões.
     O Decreto nº 228, de 1967, impedia as eleições diretas para os Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs), porque eles encarnavam uma forte oposição à ditadura. Como alternativa, os estudantes criaram os chamados DCEs Livres que eram extra-oficiais. Em 1968 era presidente do DCE Livre da UFRGS, Luiz Carlos Prado tendo como vice o deputado estadual e ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, que assumiu a presidência do DCE, ainda em 1968, ficando no mandato até o ano seguinte.
     O Centro Acadêmico Franklin Delano Roosevelt representava os estudantes da Filosofia que congregava 12 cursos, funcionava junto ao bar da Filô e era presidido, em 1968, por José Vieira Loguércio.
     Em 13 de dezembro, o presidente Artur da Costa e Silva decretou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), dando início ao período mais fechado e violento da ditadura militar iniciada no Brasil em 31 de março de 1964; como consequência deste ato, foram abolidas as garantias individuais.
     Zuenir Ventura, autor do livro: "1968 - O Ano que não terminou" escreve sobre os movimentos estudantis daquela época:
"Os nossos  heróis são os jovens que cresceram deixando o cabelo e a imaginação crescerem. Ele amavam os Beatles e os Rolling Stones, protestavam ao som de Caetano, Chico ou Vandré, viam Glauber e Godard, andavam com a alma incendiada de paixão revolucionária e não perdoavam os pais - reais ou ideológicos - por não terem evitado o golpe militar de 64.Era uma juventude que se acreditava política e achava que tudo devia se submeter ao político: o amor, o sexo, a cultura, o comportamento."
     Zuenir lançou um novo livro: "1968: O que fizemos de nós", no qual investiga por onde andam alguns dos personagens daquele ano marcante, que lembramos especialmente em 2008, 40 anos depois.

Livros usados no Curso de Ciências Sociais

Estes são alguns livros que usamos durante o Curso e que ainda guardo comigo. Usávamos também os livros de Biblioteca e polígrafos que eram fornecidos pelos professores.

domingo, 4 de março de 2012

Bonde

Este é um bonde, meio de transporte usado, predominantemente por mim e outros colegas para irmos e voltarmos da Faculdade e para outras finalidades. Apesar de sua grande utilidade, os bondes pararam de circular em Porto Alegre no dia 08 de março de 1970.