quinta-feira, 24 de maio de 2012

Por do sol no Rio Jaguarão

Esta é a ponte Barão de Mauá, sobre o Rio Jaguarão, na hora do seu famoso por do sol.

Continuando a viagem


JAGUARÃO
A cidade de Jaguarão fica no extremo sul do Rio Grande e faz divisa com Rio Branco, na República Oriental do Uruguai. As duas cidades são ligadas pela bela ponte Barão de Mauá, edificada  sobre o rio Jaguarão, o que permite o incessante  vai e vem de brasileiros e uruguaios, que a atravessam com as mais diversas finalidades. Os turistas brasileiros, principalmente nos finais de semana, congestionam o trânsito na busca de produtos nos “Free Schop” uruguaios.
Jaguarão tem cerca de 30 mil habitantes e possui lindos casarões, construídos nos últimos anos do século XIX e início do século XX. Um destes prédios abriga o Museu Carlos Barbosa Gonçalves.

Pórtico

Este é o Pórtico de entrada de Aceguá.

Aceguá


ACEGUÁ
Pela BR 153, estrada bonita e muito bem conservada, percorrendo cerca de 60 km, se chega de Bagé a Aceguá. Margeando a estrada, muitos haras com lindos cavalos. Entre um haras e outro, fileiras de eucaliptos, que neste caso, são usados como cerca ou margeando uma pequena estrada de acesso à sede das fazendas. Um pouco mais à frente, surgem os campos e as lavouras de arroz.
Aceguá é uma cidadezinha bem pequena. Vai pouco além da avenida que separa o Brasil do Uruguai e, do lado de lá, também se chama Aceguá. Ali, brasileiros e uruguaios vivem como se tivessem uma só nacionalidade e não se exige dos visitantes, documentos para saber se pertencem a um ou a outro lado da fronteira.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prefeitura de Bagé

Este é o prédio da Prefeitura de Bagé, muito lindo e bem conservado.

Museu Dom Diogo de Souza

Este é o Museu Dom Diogo de Souza em Bagé. O prédio é belíssimo!

Intervalo para viajar


PELO SUL DO RIO GRANDE
BAGÉ
Quem se dirige de Pelotas a Bagé, pela BR 293, pode observar as mudanças pelas quais vem passando o Pampa Gaúcho. Plantações de acácia negra, pinus e eucaliptos surgem em meio aos campos e os raríssimos capões de mata nativa, que ainda sobrevivem, descaracterizando este eco sistema.
Como se sabe, estas plantas exóticas consomem uma grande quantidade de água durante todo o seu desenvolvimento e, deste modo, contribuem para a escassez deste líquido indispensável à vida, na região e concorrem com as outras plantas, que precisam sobreviver.
         Os cerros também aparecem, alguns com vegetação nativa, outros totalmente devastados, pela mão do homem.
Avista-se da estrada, a Usina de Candiota, cidade considerada a capital do carvão, e um pouco mais adiante, algumas plantações de videiras, demonstrando o desejo de alguns agricultores de diversificar a produção. Bagé já produz vinho.
Começam a aparecer os açudes, com certeza motivados pelos efeitos das estiagens, que tem ocorrido naquela região, especialmente em Bagé, que sofre há anos com o racionamento, chegando a submeter a população a grandes sacrifícios como ficar 12 horas com água e 12 horas sem ela.
Com a estiagem dos últimos meses, os rios se transformaram em pequenos córregos e a vegetação está amarelada; os meios de comunicação já noticiam que Bagé volta a ter racionamento severo de água.
Prédios históricos importantes, com grande riqueza arquitetônica, encantam os visitantes, como o que abriga o Museu Dom Diogo de Souza, a Prefeitura, a Casa de Cultura, cercada por um pequeno jardim botânico e o Clube Caxeiral. A Praça das Carretas, que possui este nome, porque antigamente, os moradores da zona rural deixavam suas carretas e iam fazer compras no centro da cidade, hoje abriga uma praça para crianças especiais, além de monumento aos carreteiros.
A cidade  esteve envolvida em importante acontecimento, neste mês de maio, hospedando todo o pessoal que está produzindo o filme: O Tempo e o Vento, baseado na obra de nosso grande escritor gaúcho, Érico Veríssimo e ambientado em Bagé,onde foi construída a cidade cenográfica para as filmagens, no Parque do Gaúcho.