domingo, 15 de julho de 2012

Desempenhando nova função


COMO ME TORNEI SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE CANOAS

Considero importante retroceder um pouco na história, há um ano após eu ter vindo residir em Canoas, 1968. Neste ano, houve eleição para substituir o Prefeito Hugo Simões Lagranha, que terminava seu mandato. Foi eleito Carlos Giacomazzi, que não chegou a assumir porque, o decreto de número 314/68, do governo militar possibilitou que nosso município passasse a ser considerado como  Área de Segurança Nacional. Nestes municípios, os prefeitos passaram a ser nomeados pelo Presidente da República. Hugo Lagranha,  foi nomeado para permanecer no governo até julho de 1971; daí por diante, até 1985, os prefeitos de Canoas foram nomeados. Neste ano, com o processo de abertura política, nosso município voltou a escolher seu prefeito e o povo canoense elegeu novamente a Carlos Giacomazzi que, desta vez, assumiu em 01 de janeiro de 1986.
Fui convidada pelo novo Prefeito para assumir a Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A posse ocorreu em 02 de janeiro de 1986. Foi uma rica experiência. Até aquele momento eu havia trabalhado em escola, na sala de aula e esta nova função exigia muitas outras habilidades. Aos poucos fui aprendendo a administrar. Foi uma aprendizagem difícil, mas que trouxe muitas alegrias e realizações.
Fiquei na função até o início de 1988, último do mandato do prefeito. Não fiquei até o final, em virtude de uma paralisação do funcionalismo municipal. Quando  foi decretada, o Prefeito chamou  todos os secretários para uma reunião e ordenou que os pontos dos grevistas fossem cortados. Voltei para a Secretaria e não tomei nenhuma medida punitiva, pois seria uma incoerência de minha parte, que sempre defendi a greve quando atuava no sindicato, punir meus colegas de trabalho.
É claro que esta atitude repercutiu nas outras secretarias e alguns secretários condenaram minha atitude. Achavam que eu deveria cortar o ponto dos grevistas, assim como eles fizeram, para cumprir a determinação do Prefeito. Diante da situação, não tive mais clima para continuar no secretariado. Saí, mas fiquei com a consciência tranquila, porque mantive a coerência.
Junto comigo, em solidariedade, saíram também os diretores Elton Gilson Cezimbra da Rosa, do Departamento de Serviços Auxiliares e Geraldo Recktenvald,  do Departamento de Desporto Lazer e Recreação, a coordenadora da Merenda Escolar, Vera Maria Stoffel Biassusi e o responsável pelo Setor de Manutenção, de Imóveis e Equipamentos, Adílpio Antonio Zandonai.  Todos trabalhavam comigo na Secretaria.

sábado, 7 de julho de 2012

Aposentadoria

Estas flores recebi dos colegas do Colégio Rondon, por ocasião de minha aposentadoria, do cargo de professora da rede pública estadual

Próximo à aposentadoria


ESCOLAS ONDE TRABALHEI NOS ÚLTIMOS ANOS ANTES DA APOSENTADORIA

No segundo semestre de 1996, quando retornei da cedência para o 20º Núcleo do CPERS, fui dar aulas na Escola Estadual Érico Veríssimo, no bairro Igara, a convite do diretor Bambino Moreto. Lecionei História para várias turmas de 5ª série. Não foi muito fácil voltar a lecionar para alunos menores, mas consegui vencer as dificuldades, pois o ambiente na escola era muito bom e o diretor, um grande parceiro.
Fiquei no Érico Veríssimo apenas um semestre, devido à distância de casa e certa dificuldade que sentia, em trabalhar com pré-adolescentes.

No ano de 1997 fui para o Colégio Rondon, que fica próxima de minha casa, convidada pela diretora, professora Ana Maria Martins, minha ex-aluna e grande amiga. A escola precisava de uma professora de minha área para o Ensino Médio, o que coincidiu com meu interesse de voltar a lecionar alunos maiores.
Fiquei no Rondon apenas dois anos, em virtude de minha aposentadoria. Foi uma ótima experiência, pois a escola era considerada a mais mobilizada de Canoas o que para mim, que vinha do movimento sindical, era ótimo. Sentia-me muito à vontade. O Conselho escolar, que foi conquistado com muita luta, era realmente atuante, o que não acontecia na maioria das escolas. Havia reunião de professores e formação no local de trabalho.
Por ocasião de minha aposentadoria, em 1998,  recebi, juntamente com o colega Antenor Balbinot, que também se aposentou, uma homenagem da direção e colegas. Foi uma bela iniciativa da Escola, que me emocionou.

domingo, 1 de julho de 2012

Carmem, Nídia, Arlinda e Marina, ex-professoras da Escola André Leão Puente, na Sala de Informática, que na época em que lecionavam na Escola, era ocupada pela Secretaria e Sala da Direção. Foto tirada recentemente, no dia 26 de junho último, por ocasião das comemorações dos 80 anos do André Puente.
Foi uma visita para recordar e amenizar a saudade.
Grupo de professoras aposentadas da Escola André Leão Puente, num de seus habituais encontros, desta vez em minha casa

Grupo de professoras da Escola Estadual André Leão Puente, na festa dos 50 anos da Escola, em junho de 1982

Vida Profissional


ESCOLA ESTADUAL ANDRÉ LEÃO PUENTE
Comecei a lecionar na Escola André Leão Puente  em 1972, a convite da diretora, professora Arlinda Porto Borges.  Aquele ano foi de grandes mudanças, pois o Grupo Escolar, que atendia alunos até a 5ª série, começou a se transformar numa escola  onde o aluno poderia ficar mais tempo, ou seja, até a 8ª série, o que agradou muito a comunidade escolar e, principalmente, aos alunos.   Comigo chegaram diversas outras colegas, pois com a mudança, era necessário um número bem maior de professores, porque a partir da 6ª série, os alunos deveriam ter um professor para cada disciplina, diferentemente do antigo primário, onde cada turma era atendida por um só professor.
Lecionava as disciplinas de: História, Geografia, Organização Social e Política do Brasil (OSPB), Educação Moral e Cívica. Para um professor de minha área era sempre necessário ministrar diversas disciplinas, porque a carga horária das mesmas era pequena (uma ou duas aulas por semana). Sempre tinha que preencher muitos cadernos de chamada.A experiência de dar aulas para alunos maiores foi muito boa. Sempre preferi trabalhar com adolescentes.
Trabalhei no André Leão Puente até 1985. Nos anos de 1986 e 1987, fui cedida para o município de Canoas, para exercer a função de Secretária Municipal de Educação; em 1988, retornei ao André, onde fiquei até 1995, quando saí novamente, para exercer a função de diretora do 20º Núcleo do CPERS/Sindicato. Trabalhei no André por 21 anos, portanto, foi a Escola onde fiquei por maior período. Ali ensinei e aprendi muito. Tive excelentes alunos e colegas, com os quais mantenho relação de amizade até hoje.
 No ano de 1985  foi criado, por iniciativa da professora Lygia Caputo Sum, um grupo de professoras aposentadas da Escola, que se reuniu pela primeira vez, no dia 27 de maio daquele ano, para comemorar a aposentadoria da colega Aida Vaz. Com o  passar dos anos, outras aposentadas vieram se agregar ao grupo que, há mais de  20 anos, continua se encontrando uma vez por mês para conversar, tomar um chá e cultivar uma bela relação de amizade, que teve início, quando se conheceram como educadoras, no “André Leão Puente”.