Existe um verdadeiro parque ao redor do Hotel. Muitas árvores, de espécies diversas, embelezadas pelas lindas orquídeas cuidadosamente nelas colocadas. Vê-se grande quantidade delas.
Ao fundo um pequeno quiosque, à disposição dos hóspedes.Encontra-se vários, durante o percurso por entre as trilhas do parque.
domingo, 14 de setembro de 2014
Acesso ao Hotel Termas
A cidade, em geral e o Hotel em particular, são muito bem cuidado. Dá para observar nos canteiros de flores que margeiam o acesso ao local.
Passeio a Gravatal
Mais um passeio a Gravatal. Desta vez, coincidentemente, meu irmão Omar e cunhada Ivete foram para lá no mesmo dia, sem combinarmos, e ficaram hospedados no mesmo hotel - o Termas.
Foi uma grande alegria. Na foto, tomando um chazinho após o jantar
Foi uma grande alegria. Na foto, tomando um chazinho após o jantar
sábado, 30 de agosto de 2014
Plebiscito da Reforma Política
PLEBISCITO
DA REFORMA POLÍTICA
Plebiscito é uma consulta ao povo antes de uma lei ser elaborada. O povo
delibera sobre um determinado assunto. De acordo com as leis brasileiras
somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.
Apesar disso, desde o ano 2000, os Movimentos Sociais Brasileiros
começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos, para
dialogar com a população. O Plebiscito Popular permite que milhões de
brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a
seguir a vontade da maioria do povo.
Nos protestos
de junho 2013 milhões de jovens brasileiros foram às ruas, inicialmente contra
o aumento das tarifas do transporte, mas a luta por mais direitos sociais se
incorporou às mobilizações, pedia-se mais saúde, mais educação, mais
democracia. Nos cartazes, faixas e rostos pintados também expressavam que a
política atual não representa essa juventude, que quer mudanças profundas na
sociedade brasileira.
As
mobilizações das ruas obtiveram conquistas, o que nos demonstrou que é “com
luta que a vida muda”! Mas a grande maioria das reivindicações não foram
atendidas pelos poderes públicos.
Não foram
atendidas porque a estrutura do poder político no Brasil e suas “regras de
funcionamento” não permitem que se avance para mudanças profundas.
A cada dois anos assistimos
e ficamos indignados com a lógica do nosso sistema político. Vemos, por
exemplo, que os candidatos eleitos têm um gasto de campanha muito maior que os
não eleitos, demonstrando a influência do poder econômico nas eleições. O dinheiro
usado nas campanhas tem origem, na sua maior parte, de empresas privadas, que
financiam os candidatos para depois obter vantagens. Além disso, ao
olharmos para a composição do nosso Congresso Nacional vemos que é um Congresso
de deputados e senadores que fazem parte da minoria privilegiada da População
Brasileira: mais de 70% de fazendeiros e empresários (da educação, da saúde,
industriais...) sendo que maioria da população é composta de trabalhadores e
camponeses. Portanto, “Esse Congresso não nos representa”!
Para solucionar os problemas fundamentais da nossa
sociedade (educação, saúde, moradia, transporte, terra, trabalho...) é fácil chegar
à conclusão de que não basta mudarmos “as pessoas” que estão no Congresso. Precisamos
mudar “as regras do jogo”, mudar o Sistema Político Brasileiro. E isso só será
possível se a voz dos milhões que foram as ruas em 2013 for ouvida.
Como não se pode esperar que esse
Congresso “abra seus ouvidos” os Movimentos Sociais partiram para a ação,
organizando um Plebiscito Popular que luta por uma Assembléia Constituinte, exclusivamente eleita para este fim, que terá
poder soberano para mudar o Sistema Político Brasileiro, pois somente através
dessa mudança será possível alcançarmos a resolução de tantos problemas que afligem nosso povo. Uma mudança
que avance além do sistema eleitoral e crie mecanismos para dar ao povo
condições de influir efetivamente nas decisões do País.
Em setembro de
2013, uma Plenária Nacional dos Movimentos Sociais aprovou a realização do
Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.
A Plenária também definiu que a pergunta será única: “Você é a favor de uma
Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político?”
O Plebiscito
será realizado na Semana da Pátria, de 1º a 07 de setembro e o que se espera de todos os brasileiros e
brasileiras, que querem mudanças no nosso Sistema Político, é que votem e
trabalhem para que todos sejam esclarecidos do papel importante que terá o
Plebiscito Popular nesta mudança e da necessidade da participação de cada um, através
do voto.
Vamos todos
dar este presente a nossa Pátria, na sua semana.
Marina Lima
Leal, Agosto de 2014
Textos de minha autoria
SANCIONADO O PLANO
NACIONAL DE EDUCAÇÃO
Um dos
problemas que preocupa, não só o nosso país, mas muitos outros é o fato de não serem
estabelecidos os chamados Planos de Estado, mas apenas Planos de Governo, ou
seja, quando um novo governante assume o poder, secundariza ou abandona
projetos e obras das administrações anteriores. Isto se torna mais grave quando
se trata de planos que demandam investimentos significativos como saúde,
educação ou segurança, por exemplo.
Por isto, foi
muito importante a aprovação pelo Congresso, do Plano Nacional de Educação
(PNE), sancionado no último dia 26 de junho, pela presidente Dilma Roussef, depois
de mais de três anos de debates. O PNE estabelece metas para os próximos dez
anos, seja quem for que assuma o governo no período.
Define 20
metas que visam garantir o acesso à educação de qualidade para todos os níveis,
da educação básica ao ensino superior. Terá programas equivalentes nos estados
e municípios.
Estabelece o
mínimo de investimento em educação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no 5º
ano de vigência e 10% no décimo ano. Atualmente, segundo o Ministério de
Educação, são investidos 6,4%.
Além do
financiamento, o plano assegura a formação, remuneração e carreira dos
professores, questões consideradas fundamentais para o cumprimento das demais
metas. Pela lei, até o sexto ano de vigência, os salários dos professores de
educação básica deverão ser equiparados ao rendimento médio dos demais
profissionais com escolaridade equivalente. Todos deverão ter acesso à formação
continuada.
Para nós, a
valorização da carreira do professor começa com o cumprimento da lei que
instituiu o Piso Salarial Nacional, que grande parte dos estados e municípios
ainda não o fazem, alegando falta de recursos.
Como o texto legal
institui avaliações a cada dois anos, para acompanhamento da execução das metas
do PNE, esperamos que a questão salarial do magistério, receba finalmente a
atenção necessária.
Entidades
ligadas às questões educacionais reivindicavam que fossem excluídas do texto: a
bonificação às escolas que melhorarem o Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (IDEB) e a destinação de parte do recurso para programas desenvolvidos
em parceria com instituições privadas. Não lograram êxito no pleito.
Apesar de
entendermos que os recursos deveriam ser destinados apenas à educação pública,
consideramos um avanço o fato de termos, a partir de agora, um Plano Nacional
de Educação, que mesmo com seus limites, oferece maior tranquilidade para a
implementação de uma educação de qualidade para todos os brasileiros, condição
fundamental para o desenvolvimento de
nosso país.
Canoas, Junho de 2014
Profa Marina Lima Leal
Alguns textos que tenho escrito ultimamente
UM BALANÇO DA COPA DO
MUNDO NO BRASIL
Com o título
“Não era para ser um desastre?” a jornalista Balala Campos, publicou um artigo
no jornal ZH de 04 de julho último, que inicia com a afirmação: “O Brasil
parece ser um dos poucos países do mundo que jogam contra si mesmos”.
No artigo ela
faz uma análise das previsões catastróficas que cidadãos e imprensa faziam no
período que antecedeu a Copa. Estas previsões vazaram inclusive para o
exterior, provocando reações da imprensa internacional.
Hoje, finalizados
os jogos mundiais, a própria imprensa reconhece que, apesar do desastre que foi
a goleada que o Brasil levou da Alemanha, nosso país foi um grande anfitrião e
realizou uma grande Copa, considerada por muitos da imprensa estrangeira, como
a “Copa das Copas”.
Contrariamente
ao que diziam “os arautos do apocalipse” a Copa aconteceu de forma organizada e
sem violência. Não houve caos nos aeroportos, o transporte coletivo funcionou e
os protestos foram poucos. O Brasil demonstrou ao mundo que tem capacidade de
organizar grandes Eventos e com isto fortaleceu a auto-estima de nosso povo.
Tivemos o reconhecimento dos diversos países que participaram da Copa e saíram
muito bem impressionados com o Brasil. Com certeza, nossa imagem no exterior melhorou
após este grande Evento.
Temos
problemas? Claro que temos, mas qual o país que não os tem? O que se observa é
que, apesar de tê-los, não saem por aí, falando de suas mazelas, como fazem
infelizmente, muitos brasileiros. Será que, se não realizássemos a Copa, resolveríamos
todos eles num passe de mágica? Há 64 anos o Brasil não realizava uma Copa do
Mundo e nem por isso resolveu seus sérios problemas de saúde, educação e
segurança.
Aliás, a
Segurança funcionou bem, considerando os milhares de pessoas que estiveram aqui
durante os jogos. Espera-se que a integração entre a Polícia Federal e as
polícias estaduais, que produziram bons efeitos, fique como legado da Copa,
para o Brasil.
Foi uma grande
alegria ver a satisfação de tantos estrangeiros, com nossa hospitalidade. Os
turistas que estiveram em
Porto Alegre, por estarem mais próximos de nós, demonstraram
isto muito claramente, tomando nossas ruas com um colorido e animação
contagiantes. Chamou a atenção uma banda de torcedores holandeses, que
encontrou com a da Polícia Militar de Porto Alegre, que ensaiava para tocar os
hinos nacionais. Juntaram-se a eles e executaram juntos, a música “Aquarela do
Brasil”, sob o aplauso do público que passava. Foi emocionante.
A partir de
agora, o país volta à normalidade e temos logo ali na frente, uma grande
responsabilidade que é votar em bons candidatos, que coloquem os interesses do
povo brasileiro, especialmente dos mais necessitados, acima de seus próprios
interesses e que governem com justiça e seriedade.
Profa. Marina Lima Leal, julho de
2014
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